Publicado por: marianammachado | janeiro 25, 2009

Segunda-feira (28/07) – Visita ao Centro de Buenos Aires.

Eu estava bem ansiosa por essa segunda-feira. Afinal de contas, como boa moça que sou, adoro comprinhas e esse era o dia da famosa Rua Florida. O dia estava meio “lusco-fusco” – uma chuvinha fina e bastante umidade. Saímos munidos de guarda-chuva e descemos a libertador em direção à Torre dos Ingleses (com esse nome pq parece o big-ben. Bem, é uma torre com um relógio…).

*Na verdade queríamos pegar um ônibus, mas ninguém em BsAs troca moedas – apenas no banco e no máximo cinco pesos. Isso porque os ônibus só aceitam moedas, mas também os parquímetros. Então não se vê nem mesmo uma pratinha perdida pelo chão e nem o golpe de comprar um chicletinho com uma nota maior funciona. Ninguém nunca tem troco.


Parada pra foto na torre dos ingleses (que depois da guerra passou a ser chamada de torre monumental), no monumento aos mortos na guerra das Malvinas, no prédio Kavanagh (art-deco que durante mto tempo foi um dos mais altos da América Latina), Plaza San Martin, Monumento ao General San Martin (com as tradicionais coroas de flores) e o Círculo Militar – tudo isso fica pertinho, quase que num mesmo quarteirão. E a visita à praça vale à pena porque se tem uma bela vista da torre com o porto e a Estação de trem Retiro.

Depois seguimos para a Florida. Começamos a passear e era uma decepção a cada passo. A tal rua Florida já não deve ser mais a mesma. Parece mesmo o SAARA (centrão do Rio). Em todos os sentidos. As lojas são velhas e é preciso garimpar pra se encontrar algo que valha. Achei tudo que era ‘barato’ de péssima qualidade e os artigos de couro além de não serem tão mais baratos que o normal, eram muito desatualizados. Nenhuma loja tinha roupas ‘transadas’, modernas, bacaninhas… Realmente não valeu a pena e a gente ficou de mau-humor. Tanto que a visita à Galeria Pacífico foi meio sub-aproveitada – poderíamos ter ficado mais tempo por lá, já que é um shopping que tinha lojas internacionais mas que também tinha algumas marcas locais.

* Na galeria Pacífico, vale à pena descer à praça de alimentação e dar uma passadinha na loja de alfajores, chocolates e sorvetes “Abuela Goye”. O alfajor é muito bom (fiz uma avaliação de alfajores alguns posts abaixo).

Desanimados, seguimos pela Corrientes até a Av. 9 de Julho, viomos o teatro Colon (por fora, pois está em obras até 2010 ou 2011) e o Obelisco. Tava rolando uma manifestação por melhores salários lá com direito a tambor e uma versão portenha do nosso Caveirão. Não ficamos muito de bobeira lá não pq no meu país quando a chapa esquenta não sobra pra ninguém. Fomos, então, procurar um restaurante e acabamos parando no Brocolino – outra indicação o pessoal lá da comunidade do Orkut. Comemos um macarrãozinho que estava muito gostoso e fomos muito bem atendidos. Mas só tinha brasileiro lá!!! E deve ser comum pq a maioria dos garçons arranhava um português.

*Se alguém se animar a ir lá, preste atenção nas entradas. O restaurante tem duas ou tres entradas, a da Av. Corrientes geralmente tem fila, mas se vc for na entrada da ruazinha perpendicular provavelmente não vai ter espera e vc vai ser atendido prontamente (como nós fomos).

Depois saímos e continuamos passeando. Fomos até o numero 348 da Av. Corrientes (tiramos uma foto pra minha sogra, que gosta muito da música que cita esse prédio – um cabeção de porco). E seguimos até a Casa Rosada. A visita à Casa Rosada tb não estava funcionando por causa de uma obras (frustrante), mas o pequeno museu lateral (gratuito) deu conta do recado. Ficamos descansando na Praça de Mayo um pouquinho e pegamos o SUBTE na estação da praça. Esse trem é muito legal porque é antigo (caracterizado como o primeiro trem da cidade) de madeira e tal. Descemos na estação Peru que tem algumas coisas remanescentes da época (bilheteria, cartazes antigos e tal). Seguimos no metro até a estação do Café Tortoni.

*quando chegamos tinha uma fila de espera relativamente grande. mas foi muito rápido… mesmo! Menos de 5 minutos.

Lá dentro é tudo muito bonito e luxuoso, tem uma área exclusiva pra fumantes, tem boneco representando frequentadores ilustres… Nós pedimos o que pareceu ser o tradicional da casa. Eu fiquei com um submarino (leite quente com um chocolatinho pra vc derreter lá dentro – no Tortoni o chocolate tem formato de submarino mesmo) e o Augusto pediu um chocolate quente com tres churros e uma porção de doce de leite. O chocolate quente é super concentrado e eles trazem um bulezinho de leite quento pra vc diluir. deLÍcia!

De lá, munidos de moedinhas, pegamos um ônibus e voltamos para descansar no apartamento. Mais tarde nos arrumamos e partimos para o Puerto Madero. Foi a primeira vez que pegamos um taxi na cidade. Descemos logo no comecinho do porto e fomos passeando, escolhendo o restaurante em que iríamos jantar. Vimos alguns bem legais, elegantes e tal. Escolhemos o La Caballeriza, uma casa de carnes enooorme, mas que não era rodízio (não sou muito fã desse esquema não – apesar do famoso “Siga La Vaca”). Pedimos um Matambrito (que é tipo a ‘capa’ da costela) com papas fritas e uma abóbora assada que foi ‘o rei da mesa’! A comida lá realmente é muito barata. Vale a pena sentar num restaurante melhor e fazer uma refeição completa.!


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