Publicado por: marianammachado | janeiro 25, 2009

Chegando em Buenos Aires – Ezeiza, Portunhol e Cumbia

Depois de um voo tranquilo, chegamos a Ezeiza (aeroporto de BsAs) com duas horas de atraso.

Ezeiza fica fora da cidade de BsAs – cerca de 50 minutos, de carro e pelas grandes autopistas.

Saímos do avião e fomos pegar nossas malas na esteira. Estávamos meio receosos pois havíamos lido muito sobre roubos de malas por lá.

Aliás, não coloquem nada de valor na mala, levem tudo com vocês na mala de mão (eletronicos, dinheiro, jóias etc) – e sempre levem uma muda de roupa pois nunca se sabe quando a mala não vai chegar.

E conosco foi dessa vez que ela não chegou. A minha tava lá, linda e loura, mas a do namorado… O mais engraçado foi que de repente a esteira parou de rodar, saiu um homenzinho do lugar de onde deveriam sair as malas, e umas quinze pessoas estavam ali, manezando, ainda sem bagagem. Nossa que nervoso! Ninguém sabia das malas, e o amigo que saiu do buraquinho da esteira, só dizia que não tinha mais nada no avião. A brasileirada já queria juntar nele… hehehe.

Enfim, portunhol vai, “donde está mi maleta” vem, e descobriu-se que cerca de onze malas foram deixadas no Rio por causa de overweight – sei lá se é esse o nome, mas a mulher da varig ficava dizendo que era porque “a Varig se preocupa com a segurança de seus passageiros”! Mas, po, se há limite de peso – e a mala do Augusto (o namorado) tava abaixo da metade, porque tirar logo essa? Tirem as malas que estiverem com excesso de peso, certo?! Para a Varig: não. Ser aleatório é o que há!

Eu fiquei muito nervosa pq falaram que iam enviar as malas no dia seguinte… legal… eu não to em hotel… não sei se a portaria do meu prédio é confiável… PÂNICO

(aos que não me conhecem pessoalmente preciso dizer que sou meio exagerada nos sentimentos – estava achando que ia dar tudo errado, que o meu namorado ia morrer de frio, etc.).

E eu tinha que ligar pra empresa do apartamento pra adiar mais uma vez o horario de check in. Dessa vez sem previsão de chegada – não sabia a hora que a confusão da mala ia acabar. Ligar e mandar um portunhol bolado foi tranquilo, o problema foi conseguir moedas… o povo apegado às moedas… nem no banco trocam direito. Depois eu fui descobrir o porque desse apego, mas depois eu explico tb. Liguei pra minha tia que mora lá, coitada, pra dar o endereço da casa dela. Liguei pro meu pai. Chorei. Suei. Enfim, tempestade em copo d’água típica de mim. Realmente não consigo agir sob pressão.

Depois de resolver tudo com a mulézinha da Varig, trocar dinheiro no aeroporto – Dizem que é a melhor cotação, mas vimos a mesma cotação em outros bancos (claro que fora da Florida). Liguei para a ByTargentina, marquei Às 7emeia, pegamos o nosso taxi (já pré agendado) e partimos.

O motorista era mto figura. Foi ouvindo Cumbia a viagem toda. Quando comentamos que íamos no cemitério da Recoleta no dia seguinte, foi surreal. Ele realmente não sabia que o cemitério era um ponto turístico e não entendeu porque nós queríamos visitar túmulos. E perguntou: No Brasil, vocês visitam muitos cemitérios? Errr… não. E a conversa acabou por aí. E continuamos com a cumbia.


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